Sonetilho antológico

Free Anta
Uma jamanta
Cava buracos
E não serve a janta

Caça é santa

Viaduto
No parque
É manta

Feijão
Com
Arroz

Faz
Carne
Santa



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Sonetilha drumondiana

Beber Cecílias e Carlos
Na infância
Para seres poetas

Cuspir rimas
Sem metalinguagem
Secreta

Coração
De poeta
É vadio

Vive
Em linha
Reta
Essa besta
Poeta


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Sonetilho corrupto

Corrupto?
Soa

Não sei mais
Quem é
Ou não era

Só sei
Que soa
O não sou

Corrupto.

Ser ou não seres
Pomba do bando
Ex a questão
Lume é Lampião

Passárgada

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Sonetilho estilhaçado

Meu coração
Nunca dorme
Sem festejar
Luas cheias

Sem conduzir
Passeatas

De jovens
Palhaças
Com circo
Nos olhos

E bola
No nariz

Meu coração
Aprendiz

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Sonetilho Inglês

Olho morto
No olho vivo
E meu amor
Morreu de tédio

Outra vez
De tédio
Outra vez
De ódio

Outra vez
De tédio
Outra vez
De ódio

Outra vez
rs

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Sonetilho

Olho morto
No olho vivo
E meu amor
Morreu de tédio

Outra vez
De tédio
Outra vez
De ódio

Outra vez
De tédio
Outra vez

De ódio
Outra vez
rs

 
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Satisfeito

E Espartacus
Vou brincar
No campinho
Da lobeira

Um lapso
Uma luz
Uma vida
Inteira

Uma tarde triste
Uma tarde alegre
No campinho
Da lobeira

Joga bola, menino!

Que a charanga
Anuncia
Uma chaleira

Trabalha, menino!

Rasa bola
Poesias
No outeiro

Trabalha videiro
Do fruto feito
De seo João
Satisfeito

Uma poda
Um corte
Perfeito

Uva bola, menino!

E não lhe
Devo idas
Nem lhe devo
Respeito

 
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Lei

Lei Diversa
Lei Solidária
Lei igual:
Debele o crime da Renúncia Fiscal

Lei Corrupta
Lei Capitalista
Lei desleal:
Debele o crime da Renúncia Fiscal

Pá de cal

Regule as drogas
Registre o dinheiro
Pague o palhaço

Pá de cal

Lei é rir
Rio é leal
Lei é Pepe Legal

 
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Baralho

O cavalo come alho
O alho brigou com o baralho
O baralho brincou com o calendário
O calendário foi parar no armário

O armário leu o dicionário
O dicionário foi parar no secundário
O secundário virou primário
O primário tem um aluno chamado Mário

O cavalo brigou com o galo
O galo pulou do galho
O galho achou um atalho
O atalho achou o baralho

Autora: Maria de Paula Pereira
Dedicado a Levy Silvério

 
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Surgia

De repente Tostão

Que driblava para oeste
Inda restava
Altivo
Em jardas de leste, sul e norte

Vinha ponta de lança
E ninguém percebia
Donde ia
Transmutada em gol de Pelé

A bola que

Servia

 
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